Não diga o que ele não pode fazer

Pra comemorar a última temporade de LOST, a ABC encomendou uma série limitada de posteres, à venda no site (mas já está tudo esgotado!). O poster do Locke é o que com certeza eu teria na minha sala…

Big Brother Brasil 10

Confesso que dessa vez, tentei ver mais de um dia do programa que todo mundo comenta, mesmo que seja para falar mal.

Lembro da primeira edição nacional, que a despeito de qualquer problema, tinha a novidade a seu favor. O formato do programa nem era tão inovador, mas todo o contexto tornava muito difícil ficar indiferente. Mesmo o Silvio Santos tendo copiado tudo antes da Globo estrear o programa (mas sem deixar de acrescentar seu toque pessoal “SBT Style”), BBB era um fenômeno da televisão. E a batalha de audiência com a “Casa dos Artistas”, só tornava o pacote mais interessante.

O povo brasileiro se mostrou bastante previsível, sempre mais favorável aos “bonzinhos”, aos “casais” e aos “mais humildes”, que mereceriam o prêmio simplesmente por “precisarem mais do dinheiro”.

Quando o segundo BBB entrou no ar, não assisti nem o primeiro dia, não tinha mais saco pra acompanhar o programa, nada mais era espontâneo e não só estereótipos pipocaram como um jargão próprio surgiu tanto entre os participantes como no público. Todo mundo falava “no jogo”, como se “o jogo” fosse uma entidade própria que determinava a ética dos participantes. Depois de um monte de edições, perdi completamente o respeito que tinha pelo Pedro Bial como jornalista e passei a me irritar com os termos que o programa forçava no vocabulário do público. Nada mais ridículo que escutar termos como “A nave louca do BBB”. A cada edição, mesmo sem assistir mais que um ou dois programas durante toda a exibição, fui notando que na tentativa de “inovar”, iam sendo criadas novas regras e termos, até que o programa todo se tornou uma espécie de colcha de retalhos televisiva, com emendas e remendos por todos os lados.

Quando anunciaram essa décima edição, fiquei interessado em ver se tinha mudado algo, mas na estréia do programa, simplesmente esqueci e assisti outra coisa. Vi no dia seguinte e a única coisa que notei é que essa é a edição mais feia que já invadiu minha tv. Talvez assista mais um ou outro episódio antes do final, mas a impressão que fica é que o formato se esgotou, mas enquanto tá gerando grana, vai ser difícil botarem algo novo no lugar. É só ver que há 20 anos, a programação de domingo é praticamente a mesma.

Estagiários nas redações

Aqueles que, como eu, adotaram o hábito de ler os jornais online, não devem ter deixado de notar que o dinamismo das atualizações tem seu preço. As notícias passaram a chegar mais rapidamente, e o preço a ser pago por isso é aguentar a falta de revisão nos textos e erros que raramente passariam por uma redação mais rigorosa.

Lendo o G1 hoje, numa matéria sobre jovens desaparecidos em Goiás, vejo o parágrafo seguinte: “A Polícia de Goiás já investigava o caso de cinco jovens que começaram a desaparecer a partir do dia 31 de dezembro do ano passado.”. Podem até dizer que sou chato, mas o parágrafo dá margem à interpretações surreais, como se os jovens estivessem se tornando invisíveis. Desapareceram e o primeiro desaparecimento foi no dia citado. Começaram a desaparecer é outra coisa.

Enquanto isso, no R7, a chamada para a matéria dizia: “Furo de reportagem: Traje de atleta inglesa de bobsled rasga justamente no forévis”, e no conteúdo, a pérola “Quando foi sua vez de encarar a pista ao lado da companheira Nicola Minichiello, o traje  dela rasgou de cima a baixo nos fundilhos no momento em que Cooke se mostrava pronta para descer a ladeira.”.  Algo que na minha época de ginásio teria merecido caneta vermelha de cima a baixo.

MR: Transsiberian

Um casal de americanos embarca em Beijing com destino a Moscow e se ferra muito no caminho. Mas acaba sobrevivendo no final. Bastante gelo e uma pequena amostra de como o lado sombrio da Rússia continua sombrio…

MR: Atividade Paranormal

Talvez esse filme nem mereça comentários. O pior é que algumas pessoas realmente se apavoraram, alguns amigos disseram ter perdido o sono, mas pra mim foi o contrário, me deu sono!

O filme é uma mistura de big brother com bruxa de blair, onde um casal e um fantasma dividem a casa na disputa pelo prêmio… bom, na verdade não tem prêmio, e o fantasma se resume a uma porta balançando e uns barulhos de batidas.

Beber, jogar, f@#er

Ganhei esse livro ontem. Presente do @betotorres. Desde que vi o lançamento, achei a idéia genial por satirizar algo que estava sendo considerado uma referência nas edificantes obras de auto ajuda. Quando vi a capa, fiquei curioso e realmente desejando que o livro fosse realmente bom e não somente um golpe aproveitando o sucesso de “Comer, rezar, amar”. Grata surpresa, o texto é leve e envolvente e muitas passagens não são somente hilárias, mas memoráveis.

O livro é um diário da jornada de auto conhecimento de um americano que após ser traído e abandonado pela mulher, resolve chutar o balde e viajar afogando as mágoas em álcool e apostas. Num dos trechos, de passagem pela Irlando, o autor comenta: sempre imaginei os leprechauns aparentando algo como a mistura de Bilbo Bolseiro com um molestador de crianças, mas Colin (um cara que ele conhece ao chegar lá), parece um leprechaum fofinho, mais como uma mistura de Bilbo e Lindsay Lohan.

Comparando a vida com uma roleta de cassino, o livro promete boas surpresas e muitas risadas. Recomendo!!!

MR: Garota Infernal (Jennifer’s Body)

Banda de rock meia boca resolve fazer pacto com o diabo em troca do sucesso e sacrificam uma garota virgem. O detalhe é que a garota não era realmente virgem e ao invés de morrer, Jennifer se torna uma succubus (demônio na forma de mulher que se alimenta de homens) e resolve comer seus “coleguinhas” da escola pra se manter jovem e bonita para sempre.
Criativo, bem feito e com a Megan Fox no papel de garota do mal! Vale o ingresso!