Não li Watchmen. Pode parecer sacrilégio para alguns, mas até pouquíssimo tempo atrás, tudo o que sabia sobre Watchmen é que era uma HQ cultuada. Tão importante para o universo da HQ quanto o Conan para o Manowar. Tinha visto algumas capas também, e a imagem que eu tinha era o Smiley amarelo e a máscara bizarra do Coruja. Acho que também vi um poster azulão com o Dr. Manhattan, alguma vez passando pela Comics.

Dito isso, pouco tempo atrás, aluguei um filme que agora nem me lembro qual, e antes do filme tinha um trailer que me deixou de boca aberta. Na metade do trailer, eu já tinha percebido que seria Watchmen. No dia seguinte, comentei com o Raul, o meu consultor oficial para assuntos cult, e ele me adiantou um pouco do que era “o grande lance” por trás de Watchmen, e porque a série era considerada tão importante.

Um pouco menos “boiando”, me preparei para o cinema e um dia depois da estréia, estava lá, com meu saquinho do Méqui Donis na poltroninha do cinema, disposto a trocar uma tarde de sol escaldante por 3 horas de ar condicionado e a adaptação mais esperada da história das HQs.

Já na abertura notei que o filme não era para as massas, não seria facilmente digerido e absorvido pelos fãs do Super Homem. Parece que você está conectado a um soro de nostalgia e esse clima toma conta de você durante todo o filme. Não é um filme de heróis, é mais como “E se o Batman contraísse sífilis?”. Cenas importantes da história americana são mostradas num universo alternativo, onde os heróis existem, mas sofrem de todas as mazelas humanas. Um mundo onde os EUA vencem a guerra do Vietnã, mas a sombra da guerra fria tira o sono de cada americano ou soviético.

Nas sábias palavras do Beto… Watchmen é tudo que Heroes deveria ser…