Postagens com o marcador viagem

Beber, jogar, f@#er

Ganhei esse livro ontem. Presente do @betotorres. Desde que vi o lançamento, achei a idéia genial por satirizar algo que estava sendo considerado uma referência nas edificantes obras de auto ajuda. Quando vi a capa, fiquei curioso e realmente desejando que o livro fosse realmente bom e não somente um golpe aproveitando o sucesso de “Comer, rezar, amar”. Grata surpresa, o texto é leve e envolvente e muitas passagens não são somente hilárias, mas memoráveis.

O livro é um diário da jornada de auto conhecimento de um americano que após ser traído e abandonado pela mulher, resolve chutar o balde e viajar afogando as mágoas em álcool e apostas. Num dos trechos, de passagem pela Irlando, o autor comenta: sempre imaginei os leprechauns aparentando algo como a mistura de Bilbo Bolseiro com um molestador de crianças, mas Colin (um cara que ele conhece ao chegar lá), parece um leprechaum fofinho, mais como uma mistura de Bilbo e Lindsay Lohan.

Comparando a vida com uma roleta de cassino, o livro promete boas surpresas e muitas risadas. Recomendo!!!

Mais histórias da China

Depois de voltar de Shenzhen para Hong Kong, tivemos que solicitar mais um visto para uma entrada adicional na China e adiar o vôo para Shanghai em um dia. Com medo de algo sair errado, acabamos chegando ao aeroporto às 6 da manhã e a maioria das lojas, bares e lanchonetes estavam fechadas, e o pior, os guichês das companhias aéreas também não estavam abertos ainda. Por sorte, encontramos uma Starbucks aberta onde pudemos tomar algo e esperar o guichê abrir.

Depois de Shenzhen, eu não sabia o que esperar de Shanghai, um certo receio de ficar totalmente perdido de novo e de que a comida fosse ainda pior que a de HK, que, na minha opinião é uma das cozinhas mais medonhas que já provei. A refeição de bordo da China Eastern ajudou a reforçar esse receio: me ofereceram 2 opções – egg noodles (miojo com ovo) ou peixe. O curioso é que ambos pareciam iguais na cor e no cheiro. Receio que se mostrou totalmente infundado após me instalar em frente à “praça do dedão”, na área de Pudong, onde encontrei a melhor comida durante minha estada. Aliás, descobri que só em Hong Kong a comida era ruim, nas outras cidades, até cobra e cachorro tinham gosto bom.

Stranger in a strange land

Daí que decidimos sair de Hong Kong e cruzar a fronteira para a mainland. Hong Kong é considerada uma área administrativa distinta da China, o que eles chamam de “um país, dois sistemas”, enquanto a mainland compreende toda a parte continental.

Pegamos o metrô em North Point, bem ao lado do hotel, e seguimos até Lo Wu, a estação de trem que dá acesso à Shenzhen. Mais uma alfândega e mais um posto de imigração. Preenche formulário, tira a temperatura e atravessa para o lado comunista da China. É como se a gente tivesse cruzado para outro mundo. Tudo é diferente de Hong Kong, a mão inglesa nas ruas se mistura com a normal, todas as placas sem tradução para o inglês e ninguém entende uma palavra do que dizemos. Demoramos duas horas perambulando pela cidade até encontrarmos um vendedor de chá que falava inglês e se propôs, após 2 ou 3 xícaras, a escrever em chinês o nome dos lugares que pretendíamos ir. Agradecemos, compramos um pacote de chá de jasmim e mostramos o papel ao taxista, que nos levou ao mundo das compras chinesas, onde ninguém aceita cartão de crédito e o preço real só aparece depois de meia hora de barganha. Discutir o preço faz parte de um ritual de compra solidamente estabelecido aqui. Mesmo sem entender os idiomas um do outro, trocamos números digitados aos risos nas calculadoras. O vendedor põe o preço dele, a gente põe o nosso, ele põe outro e assim vai até chegar num acordo. A empolgação foi tanta que passamos o dia andando pelos shoppings, praças, becos e nem mesmo paramos para almoçar.

Nos shoppings, o negócio é bem preto no branco, se é original eles dizem, se não é dizem “copy”, avisam o que tem de diferente, uma negociação bem transparente mesmo. Mas Shenzhen impressionou demais pelo contraste, enquanto vendem eletrônicos de última geração, não sabem usar um visa ou mastercard. Quando meu irmão tentou pagar uma compra usando um cartão, veio até gente de outras lojas ver como era. Juntou aquele monte de gente olhando o cartão, vendo como funcionava. Porque apesar de terem a maquininha, eles só usam no Union Pay, que é o cartão local, e na maioria das lojas, nem esperneando eles testam o visa, mas nas poucas que aceitam testar, sempre funciona e é aquele assombro. Vira um acontecimento no shopping.

De lá, voltamos para Hong Kong com uma entrada de visto gasta, para entrar novamente na China, teríamos que pagar 500 dólares em 2 novos vistos. E precisávamos disso para o dia seguinte, pois estavamos com reserva em hotel e vôo marcado pra Shanghai…

Salsicha de Peixe

Aí, acabei de chegar em Hong Kong e fui até uma loja de conveniência comprar alguns badulaques locais pra me sentir mais “situado” em relação à cidade. Apesar da diferença de tempo e das longas horas de vôo, até que tá tudo tranquilo. Mas voltando às compras, acabei de comprar uma “salsicha de peixe”, bem típico e bem esquisito. Parece uma salsicha comum, mas estou olhada pra embalagem faz meia hora e ainda não criei coragem pra dar uma mordida. Depois em conto se presta…