A última doninha pelada da Dakota do Norte
Artigos com o marcador tv
Amigos com trilha sonora
25/08/10
Sabe aqueles padrões que vemos na maioria dos sitcoms americanos, onde alguns personagens tem chavões que repetem em todos os episódios e os principais tem uma música tema, que toca quando eles entram em cena? Apesar de muitas vezes, ao assistir, penso que algo assim é impossivelmente falso, a parte da música tema acaba tendo uma certa parcela de realidade.
Não, eu não fiquei maluco, é que algumas vezes, vivemos algum momento marcante ao lado dos amigos e se tem alguma música tocando nesse momento, a gente acaba por gravar isso na memória e sempre que ouve essa música, dispara aquele gatilho mental e a lembrança pula num pop-up bem na sua cabeça. “Other side”, do Red hot Chili Peppers é o meu exemplo mais forte. Na época em que a Loca era uma balada onde você conseguia entrar, se mexer lá dentro e encontrar espaço na pista para dançar, fomos, eu, a @sapha e o @fabiofleury78 para o Grind, projeto de rock que rolava aos domingos. Naquela noite, a balada estava tão vazia que olhando para a pista, você só veria os três, dançando “Other Side” como se estivessem no La Bamba do Playcenter. Tanto que, mesmo a @sapha tendo adotado oficialmente o Pearl Jam como banda do coração, a música tema dela é essa do Red Hot, na versão sitcom da minha vida. Como California Dreamin é a versão do Kid (@pellim), depois da gente ter cantado juntos num karaokê na frente de centenas de pessoas em um evento no Anhembi.
Algumas vezes, você nem precisa estar presente no momento para gravar o tema na cabeça, como quando fazemos piadas com uma música que irrita a pessoa. Já faz umas duas semanas que não posso nem pensar em “The Final Countdown”, do Europe, que a @claudiagiane me vem na cabeça. Desde que @O_Raul começou com isso no twitter, imagino ela correndo do “tururu tu tururu tutu”…
Super Mario na Calçada
07/07/10
Esse vai especialmente pra @sapha
Super Mario Bros. from Surfap on Vimeo.
Persons Unknown
19/06/10
Quando LOST estava acabando e Flash Forward agonizando, eu me preocupava em saber qual seria a nova série que me faria pensar, que me deixaria ansioso pela próxima semana, intrigado para entender o que estava por trás de tudo que acontecia. Minha preocupação era infundada. O episódio piloto de Persons Unknown é daqueles que quando acaba te deixa orfão.
Sem pirotecnias em efeitos especiais, sem mega famosos no elenco (só o “Cameron” de “Curtindo a vida adoidado”), Persons Unknown se vale de uma história bem contada e com uma boa dose de suspense para ganhar a audiência. Escrita pelo mesmo autor de “Os Suspeitos” e filmada na Cidade do México, mostra um grupo de pessoas aparentemente não relacionadas, presas em uma cidade misteriosa e quase deserta.
Sequestradas ao estilo “Jogos Mortais”, as pessoas acordam em um hotel, totalmente desorientadas. Aos poucos vão tentando se conhecer e se organizar como um grupo, tentando sair dali e voltar às suas vidas. Mas alguns obstáculos os proíbem de deixar o perímetro da cidade e em todos os lugares, câmeras acompanham seus movimentos. As únicas outras pessoas na cidade são o gerente do hotel e um grupo de chineses que administra o único restaurante disponível.
Sou easy crowd, mas não força…
17/03/10
Eu me mato de rir com piada óbvia, depois de adulto passei a achar graça no Chaves e desde criança nunca suportei os Trapalhões. Naquela época, o Chico Anysio sabia ser engraçado e o Jô Soares era humorista, e não um chato de galochas.
É por isso que hoje não consigo entender onde foi parar o humor nacional, não consigo imaginar nada mais sem graça do que Zorra Total ou o programa que não lembro o nome, do Didi (que é um Jô Soares enrustido, na minha opinião). Só consegui assistir um programa do Zorra inteiro por estar na casa do meu irmão numa noite em que ele assistia com a esposa.
Sabe quando você fica com aquela cara de paisagem depois de um esquete? Eu simplesmente não conseguia entender a graça, as supostas piadas não passavam de comentários preconceituosos e estereótipos. Isso até que era válido quando o Chico Anysio fazia, era outra época, outro contexto, e por mais que soasse preconceituoso, não era gratuito. Há poucos dias, ganhei de presente um box com a série completa do Little Britain, que segundo um amigo, não passa de um Monty Python wannabe, mas depois de assistir todos os episódios e os 2 DVDs de extras (box gringo sempre me dá raiva de box .br, cadê os extras dos DVDs de House? Cadê os extras do Friends) com o programa ao vivo, virei fã. Falta aqui a capacidade de rir de si mesmo, satirizar os próprios costumes ao invés de procurar expor os defeitos do outro. Falta humildade ao Didi. Falta algum diretor ter bolas pra botar no ar uma nova “TV Pirata”. Sem saudosismo, mas o humor televisivo brasileiro está moribundo desde a morte do Barbosa…
E o Oscar vai para…
08/03/10
Já fui daqueles que fica acordado a madrugada toda pra ver a entrega do Oscar até a final. Daqueles que reúne os amigos para assistir juntos, faz maratona pra ver os concorrentes antes e bolão pra ver quem ganhou. Já aguentei muita piada sem graça do Billy Cristal e tradução simultânea ruim. Já aguentei até a transmissão quando foi no SBT. Cansei… Faz alguns anos que não acompanho mais a cerimônia. Não só a festa perdeu a magia como o próprio prêmio perdeu o valor. Confesso que nem lembrava que era hoje, só mudei de canal e pus na transmissão porque o Beto me ligou e disse que estavam passando um vídeo de homenagem aos filmes de terror. Deu tempo de ver a homenagem, e no prêmio seguinte, ver o vencedor do prêmio de edição de som subir ao palco com o cabelo que homenageia o Dr. Brown, de “De Volta para o Futuro”.
Como não tenho mais tv à cabo, ainda ganhei a pérola da comentarista da globo apresentando Elizabeth Banks como atriz de 30 Rock (… ao lado de Alec Baldwin, nas palavras da desvairada). Bem… Elizabeth Banks fez uma participação especial de uns 5 minutos em um único episódio da quarta temporada, mas, tudo bem, já estou voltando à minha programação normal e deixando o Oscar e a Globo para trás. Ah, ela também anunciou o ator do filme “Se beber não se case”. E o José Wilker é tão pedante, tão “intelectualóide” que deveria estar apresentando o Oscar na revista “Caros Amigos” e não na TV aberta. Afe… chega de Oscar, vou assistir Family Guy que me divirto mais…
