Postagens com o marcador nirvana

TV Metrô

Fazia um tempinho que eu não pegava o metrô, então ando meio por fora da programação da tv metrô, aquela que passa nas telinhas de LCD instaladas nos vagões. Na última sexta, indo encontrar a Sapha e o Deixa para um update nas conversas e uma degustação de petiscos de boteco, me atualizei com as pérolas da emissora número 1 dos vagões de SP.

A primeira pérola, que me deixou estupefato por bem uns 10 minutos foi a seguinte notícia:

CULTURA: Em “Kurt Cobain”, vocalista do Nirvana rememora sua vida e carreira.

Só se gravaram o filme na casa do Chico Xavier, pensei com meus botões. Mas enquanto ainda estava estupefato com a notícia, me passa um comercial (que nem lembro de quê) onde, no canto da tela aparece aquela mocinha gesticulando a “legenda” em LIBRAS, para deficientes auditivos. Até aí, seria uma iniciativa louvável, se todo o conteúdo da tv metrô não fosse exibido propositalmente sem áudio e com legendas.

Só finalizando, acho girassol sem graça demais, florzona besta, sem cheiro, sem nada…

Não adianta mais morrer

Nada como morrer no auge para se atingir a imortalidade, Hendrix, Joplin, Jim Morrison, até mesmo Bob Marley (ugh!), foram ídolos da molecada de sua época e de todas as molecadas das gerações posteriores. Se Michael Jackson tivesse morrido logo após o estrondoso sucesso de Thriller, hoje seria um ídolo tão poderoso que até mesmo o Vaticano já o teria canonizado. Por outro lado, se Bob Marley ainda estivesse vivo, hoje não passaria de um Jimmy Cliff*.

Essa época da morte gloriosa, na minha opinião, acabou quando os astros do rock trocaram a overdose pelas complicações numa lipo. A asfixia deixou de ser causada pelo próprio vômito após um coma alcoólico e passou a ser um “suicídio acidental” numa tentativa de intensificar o “prazer solitário”. O negócio é que não adianta mais morrer para ser famoso. Quem da geração atual se lembra do Michael Hutchence? Kurt Cobain foi um dos últimos a partir num blaze of glory e mesmo assim, com poucas exceções, sua imortalidade só afetou a minha geração.

* Essa é mais uma “Pérola Anselmo®”, todos os direitos reservados