A última doninha pelada da Dakota do Norte
Postagens com o marcador mundo eu
Personal Rubem Fonseca
ago 19th
Enquanto isso, vamos seguindo a vida besta.
Porcaria de Férias ou Férias do Porco?
ago 16th
Ok, ok, de tudo o que disse até agora, a única coisa que é verdade é a parte da gripe do porco e a quarentena. Pelo menos, minha mãe me trouxe chuleta, batatas-fritas e um escondidinho de carne-seca sensacional. Estou aproveitando esse repouso forçado para me atualizar com os filmes e séries, gibis e outras amostras da cultura pop que alimentam meu reservatório de assuntos para a mesa de bar.
Falando nisso, hora de voltar para a TV… depois faço os mega resumos de tudo o que vi que mereça ser comentado. Saudades de todos…
Banheiro público
jul 25th
De uns tempos para cá, cada vez mais banheiros públicos passaram a desprezar o bom e velho papel descartável e instalaram aquelas máquinas de tortura medieval inúteis: os secadores automáticos. Alguns acendem um anúncio, geralmente é o anúncio de “Anuncie aqui”, mas uma vez, num pub aqui em SP, apareceu uma loira peituda em pose sexy, com um balãozinho daqueles de quadrinhos sobre a cabeça, onde se podia ler: “Anuncie aqui”. É… envelope diferente, mensagem igual.
Mas o negócio é que já perdi a conta de quantas vezes saí esfregando as palmas na calça, depois de encarar a frustração de tentar vencer o secador automático. Falando sério, não sei qual é a dessa máquina. Você para na frente dela e estende as mãos. Primeiro, tem que ficar mexendo os braços como um tonto até achar a posição que dispara o sensor e aciona o jato de ar quente. Se você sair dessa exata posição, a porcaria se desliga, mas não tem como não sair da posição, pois é essencial esfregar uma mão na outra para a máquina fazer efeito.
Efeito… Que efeito? Depois de meia hora esfregando as mãos na frente do secador de cabelos gigante, seus braços viraram dois gravetinhos queimados, pretos, mas ainda gotejando. O secador te queima, mas não te seca! Até você cansar, desistir e esfregar a mão na calça enquanto volta para a sua mesa. Queimado e molhado…
O amigo chato
jun 23rd
É, parece algo meio nerd quando digo que todos os meus amigos são inteligentes, mas vendo a turma reunida, essa impressão desaparece instantaneamente. O Anselmo é o engraçado, sempre com os melhores comentários e piadas. O Deixa é o amigo “Red Bull”, sempre pronto para qualquer situação, além de ser o cara mais sincero do mundo. Pavão é o criativo, o cara que coloca as engrenagens da turma para rodar. A Sapha é a produtora, organiza tudo, está sempre presente e faz tudo acontecer. Esses são apenas alguns exemplos, não querendo esquecer ninguém, pois tem muito mais gente que eu gosto muito.
Mas, hoje eu quero falar de um outro tipo de amigo, aquele que eu acho que todo mundo deveria ter um: o amigo chato. Mas não qualquer chato, afinal, existem diversos tipos e alguns são irritantes, enfadonhos, malas. Esses não vale a pena ter por perto. O amigo chato a que eu me refiro é aquele cara crítico, que te desafia, te contraria, te faz pensar e argumentar. Sempre tem uma novidade com um ponto de vista polêmico. Sarcasmo sempre à mão, é o seu nemesis. Um Dr. House te irritando e te empurrando caminho adiante.
Nesse último fim de semana, encontrei o Raul. Ele é o meu amigo chato. Nunca dispenso uma oportunidade de encontrá-lo, até porque ele se mudou de São Paulo e não é todo dia que da pra vir de Recife só pra bater um papo e tomar uma cerveja. Andamos pela Paulista, fomos a um pub, bebemos. E no meio da madrugada, estamos passando em frente à Onofre e discutindo, fazendo uma comparação entre Bukowski, Thompson e Nelson Rodrigues. Cinco minutos depois, estamos falando de Seinfeld. Putz, nunca me imaginei dizendo isso, pois achava que só era legal ter amigos legais, mas agora eu sei que é muito legal também ter um amigo chato.
Novas técnicas contra o telemarketing
jun 12th
Toca o telefone. Atendo. “Por favor, o Sr. Ricardo está?” – o detalhe é que a ligação foi feita para o meu celular – No que confirmo que sou eu, ela já começa o script, deixando pouquíssimo espaço para pensar, responder ou mesmo respirar.
- Sr. Ricardo, aqui é a fulana, do cartão de crédito tal, e gostaria de estar oferecendo uma promoção.
Instantâneamente respondo:
- Ah, fulana! A gente já conversou ontem!
- Já? O sr tem certeza?
- Mas é claro, vc não é a fulana de tal, do cartão de crédito?
- Isso mesmo, sr. Mas o sr tem certeza que falou comigo?
- Com certeza, vc não tá me oferecendo uma promoção do cartão tal?
- Isso mesmo, sr.
- E vc não é a fulana de tal, do cartão x?
- Isso mesmo, sr (já totalmente confusa e desnorteada…)
- Então, vc me ligou ontem e já conversamos.
- Ah, então me desculpe, sr. O cartão tal lhe deseja uma ótima tarde.
Aprendi com a minha mãe
mai 19th
Na cena, a “mocinha” do filme atravessa um corredor, lentamente, empunhando uma tesoura para se defender de um possível “zumbi surpresa”. Nisso, o Beto vira e me pergunta: “Nessa situação, você correria ou andaria?”. Prontamente respondo: “Andaria, é mais prudente, dá pra ver se um zumbi vem vindo e não ser pego de surpresa…. e minha mãe me ensinou a não correr com uma tesoura na mão.”.
Flatmate: O efeito Chandler e Joey
abr 23rd
Beto é um amigo de infância, praticamente um irmão. Há quase 3 anos, apareceu na minha casa de mala e cuia, e bem vindo que era, chegou para ficar. A casa mudou e o Beto ficou, e nesses anos fomos aprendendo a conviver, dividir tarefas, quebrar o pau e viver momentos nonsense.
O Beto aprendeu a cozinhar e virou uma Dona Benta, pegando receitas no site da Ana Maria Braga. Eu aprendi a passar roupas e pelo menos uma vez por mês, devasto o Everest de roupas e a gente tem algo desamassado para vestir.
Uma ou outra noite, entramos numa discussão existencial, sentados na varanda com umas latinhas de cerveja e assuntos polêmicos e no outro dia fica difícil levantar para trabalhar. Geralmente eu reclamo que apesar de ter uma sapateira no quarto dele, os tênis, sapatos e chinelos ficam jogados pela casa. Geralmente ele reclama que quando eu saio do banho, deixo minha roupa suja jogada no chão do banheiro.
E numa mistura de tudo isso, nesse fim de semana no Metrô, tivemos uma conversa que foi mais ou menos assim:
- Ricz, você viu que horas são?
- Vi sim, por que?
- Porque a gente tinha que encontrar o Raul no bar há uma hora.
- É, se você não tivesse demorado uma hora para comprar calcinhas para sua namorada, a gente chegava na hora.
- Se você tivesse levantado antes do meio dia, a gente chegava na hora.
- Porra, Beto, você anda pegando muito no meu pé.
- Como assim?
- Minha mãe reclamava assim quando eu morava com ela. Você dorme demais, você está atrasado, etc.
- Claro, você nunca acha que tá errado. Você tá sempre certo.
- Isso não é verdade, tem 2 coisas. Primeiro, eu reconheço quando estou errado. Por exemplo, quando você reclama que eu deixo cueca no chão do banheiro, eu reconheço que esqueci e peço desculpas. Segundo, quem tiver ouvindo esse papo vai pensar que somos um casal e acho isso constrangedor…











