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E o Oscar vai para…

Já fui daqueles que fica acordado a madrugada toda pra ver a entrega do Oscar até a final. Daqueles que reúne os amigos para assistir juntos, faz maratona pra ver os concorrentes antes e bolão pra ver quem ganhou. Já aguentei muita piada sem graça do Billy Cristal e tradução simultânea ruim. Já aguentei até a transmissão quando foi no SBT. Cansei… Faz alguns anos que não acompanho mais a cerimônia. Não só a festa perdeu a magia como o próprio prêmio perdeu o valor. Confesso que nem lembrava que era hoje, só mudei de canal e pus na transmissão porque o Beto me ligou e disse que estavam passando um vídeo de homenagem aos filmes de terror. Deu tempo de ver a homenagem, e no prêmio seguinte, ver o vencedor do prêmio de edição de som subir ao palco com o cabelo que homenageia o Dr. Brown, de “De Volta para o Futuro”.

Como não tenho mais tv à cabo, ainda ganhei a pérola da comentarista da globo apresentando Elizabeth Banks como atriz de 30 Rock (… ao lado de Alec Baldwin, nas palavras da desvairada). Bem… Elizabeth Banks fez uma participação especial de uns 5 minutos em um único episódio da quarta temporada, mas, tudo bem, já estou voltando à minha programação normal e deixando o Oscar e a Globo para trás. Ah, ela também anunciou o ator do filme “Se beber não se case”. E o José Wilker é tão pedante, tão “intelectualóide” que deveria estar apresentando o Oscar na revista “Caros Amigos” e não na TV aberta. Afe… chega de Oscar, vou assistir Family Guy que me divirto mais…

Spin off

Não assisti Battlestar Galactica. Não pretendo ver tão cedo, mesmo muitos me dizendo que é “formidável e sensacional”. Mas imagino que deve ser mesmo muito do que falam, tanto que gerou um spin off. Um spin off é um “filhote” de uma série de sucesso, que geralmente vem como uma tentativa de pegar carona nos resultados da série original. Battlestar tem o seu Caprica. CSI tem os seus “Miami” e “NY”. Buffy teve seu “Angel” e Friends teve seu “Joey”. E tá bom de exemplos, acho que deu pra entender… agora, o que não dá pra entender é porque geralmente os derivados são tão inferiores ao programa principal. Não sei se são más escolhas, se na empolgação de continuar um sucesso acabam perdendo a mão, mas sei que geralmente o resultado é uma bomba. Onde eu quero chegar com isso? Bem, o meu palpite é que as escolhas geralmente são ruins. Continuar “Cheers” com “Frasier”??? Bem, acho que fez sucesso, mas nunca gostei de nenhum dos 2.

Por exemplo, veja só o Seth MacFarlane, o cara escrevia a Vaca e o Frango, Laboratório do Dexter e Johny Bravo. Criou dois dos melhores desenhos animados da atualidade, Family Guy e American Dad, aí resolve fazer um spin off de Family Guy. Adivinha qual personagem ele escolher para “carreira solo” em um novo desenho?? O Cleveland!!! O Cleveland!!! Um personagem que praticamente nem fala tem… um figurante animado. É como se fossem fazer uma série derivada de Seinfeld e ao invés de fazerem “Kramer” ou “George”, fizessem “Newman”. Ou como se fizessem uma série derivada de Grey’s Anatomy contando a vida da Addison… epa… mas fizeram isso!!!

Estagiários nas redações

Aqueles que, como eu, adotaram o hábito de ler os jornais online, não devem ter deixado de notar que o dinamismo das atualizações tem seu preço. As notícias passaram a chegar mais rapidamente, e o preço a ser pago por isso é aguentar a falta de revisão nos textos e erros que raramente passariam por uma redação mais rigorosa.

Lendo o G1 hoje, numa matéria sobre jovens desaparecidos em Goiás, vejo o parágrafo seguinte: “A Polícia de Goiás já investigava o caso de cinco jovens que começaram a desaparecer a partir do dia 31 de dezembro do ano passado.”. Podem até dizer que sou chato, mas o parágrafo dá margem à interpretações surreais, como se os jovens estivessem se tornando invisíveis. Desapareceram e o primeiro desaparecimento foi no dia citado. Começaram a desaparecer é outra coisa.

Enquanto isso, no R7, a chamada para a matéria dizia: “Furo de reportagem: Traje de atleta inglesa de bobsled rasga justamente no forévis”, e no conteúdo, a pérola “Quando foi sua vez de encarar a pista ao lado da companheira Nicola Minichiello, o traje  dela rasgou de cima a baixo nos fundilhos no momento em que Cooke se mostrava pronta para descer a ladeira.”.  Algo que na minha época de ginásio teria merecido caneta vermelha de cima a baixo.

Banana pra você

Esse não é um blog político, nunca falei de política aqui, mas hoje sou obrigado a abrir uma exceção para comentar que nunca vi um governo com mais falta do que fazer que o governo de São Paulo.

Não gosto do Lula, nunca fui fã do PT, mas agora imagino que se o Serra tivesse ganho para presidente, estaríamos numa situação ainda pior do que a que vivemos hoje. Com tanta coisa para se preocupar num estado do tamanho de São Paulo, o nosso governador se preocupa com a venda de bananas. Enquanto vemos as favelas chegando às nossas portas, o Serra lança uma lei proibindo a venda de bananas por dúzia. Fala sério. Ou melhor, nem o próprio se leva a sério, quando perguntado sobre a adaptação do consumidor à novidade:

“O governador lembrou os tempos em que ganhava a vida vendendo frutas e passou por esse tipo de “problema”. “Eu já vendi fruta na vida e era por unidade, mas dependia do tamanho. No caso da banana, há muita heterogeneidade. Você vai pagar segundo o volume, o peso da banana que está comprando”, contou Serra, rindo da pergunta sobre a nova lei.”

TV Metrô

Fazia um tempinho que eu não pegava o metrô, então ando meio por fora da programação da tv metrô, aquela que passa nas telinhas de LCD instaladas nos vagões. Na última sexta, indo encontrar a Sapha e o Deixa para um update nas conversas e uma degustação de petiscos de boteco, me atualizei com as pérolas da emissora número 1 dos vagões de SP.

A primeira pérola, que me deixou estupefato por bem uns 10 minutos foi a seguinte notícia:

CULTURA: Em “Kurt Cobain”, vocalista do Nirvana rememora sua vida e carreira.

Só se gravaram o filme na casa do Chico Xavier, pensei com meus botões. Mas enquanto ainda estava estupefato com a notícia, me passa um comercial (que nem lembro de quê) onde, no canto da tela aparece aquela mocinha gesticulando a “legenda” em LIBRAS, para deficientes auditivos. Até aí, seria uma iniciativa louvável, se todo o conteúdo da tv metrô não fosse exibido propositalmente sem áudio e com legendas.

Só finalizando, acho girassol sem graça demais, florzona besta, sem cheiro, sem nada…

Spams de dia dos pais

Esse ano, as lojas online estão se superando com o dia dos pais. Quando eu achei que o e-mail das Americanas.com tinha sido bizarro, recebi um do submarino que foi a gota d’água.
Pra quem não recebeu o e-mail das americanas, a graça estava na oferta. O texto dizia: Seu pai vai adorar! E a oferta era um jogo de 7 panelas tramontina!!!
Gente, convenhamos que panela não é legal como presente nem para o dia das mães, né?
Agora, o legal foi o submarino segmentar as sugestões conforme o estilo de cada pai. Até aí, tudo bem, mas sugerir “Zezé de Camargo” para pais “intelectuais” é um pouco demais para a minha cabeça, né?

intelectual1

Enquanto isso, no mundo das sinopses

E navegando pela net, me deparo com a sinopse do filme: Dear Zachary: A Letter to a Son About His Father

“Tentando salvar as lembranças de um amigo assassinado descobre que a mulher que o matou estava grávida de um filho do seu amigo.” “É para se repensar as entranhas das leis, e o efeito que podem trazer àqueles que a ela se submetem e delas dependem.”

Ou eu sou muito burro, ou essa sinopse tá pra lá de mal redigida. Amigo de quem? Grávida assassina? Deu pra entender alguma coisa???