Não Contém Glúten
A última doninha pelada da Dakota do Norte
A última doninha pelada da Dakota do Norte
08/03/10
Já fui daqueles que fica acordado a madrugada toda pra ver a entrega do Oscar até a final. Daqueles que reúne os amigos para assistir juntos, faz maratona pra ver os concorrentes antes e bolão pra ver quem ganhou. Já aguentei muita piada sem graça do Billy Cristal e tradução simultânea ruim. Já aguentei até a transmissão quando foi no SBT. Cansei… Faz alguns anos que não acompanho mais a cerimônia. Não só a festa perdeu a magia como o próprio prêmio perdeu o valor. Confesso que nem lembrava que era hoje, só mudei de canal e pus na transmissão porque o Beto me ligou e disse que estavam passando um vídeo de homenagem aos filmes de terror. Deu tempo de ver a homenagem, e no prêmio seguinte, ver o vencedor do prêmio de edição de som subir ao palco com o cabelo que homenageia o Dr. Brown, de “De Volta para o Futuro”.
Como não tenho mais tv à cabo, ainda ganhei a pérola da comentarista da globo apresentando Elizabeth Banks como atriz de 30 Rock (… ao lado de Alec Baldwin, nas palavras da desvairada). Bem… Elizabeth Banks fez uma participação especial de uns 5 minutos em um único episódio da quarta temporada, mas, tudo bem, já estou voltando à minha programação normal e deixando o Oscar e a Globo para trás. Ah, ela também anunciou o ator do filme “Se beber não se case”. E o José Wilker é tão pedante, tão “intelectualóide” que deveria estar apresentando o Oscar na revista “Caros Amigos” e não na TV aberta. Afe… chega de Oscar, vou assistir Family Guy que me divirto mais…
04/03/10
Não assisti Battlestar Galactica. Não pretendo ver tão cedo, mesmo muitos me dizendo que é “formidável e sensacional”. Mas imagino que deve ser mesmo muito do que falam, tanto que gerou um spin off. Um spin off é um “filhote” de uma série de sucesso, que geralmente vem como uma tentativa de pegar carona nos resultados da série original. Battlestar tem o seu Caprica. CSI tem os seus “Miami” e “NY”. Buffy teve seu “Angel” e Friends teve seu “Joey”. E tá bom de exemplos, acho que deu pra entender… agora, o que não dá pra entender é porque geralmente os derivados são tão inferiores ao programa principal. Não sei se são más escolhas, se na empolgação de continuar um sucesso acabam perdendo a mão, mas sei que geralmente o resultado é uma bomba. Onde eu quero chegar com isso? Bem, o meu palpite é que as escolhas geralmente são ruins. Continuar “Cheers” com “Frasier”??? Bem, acho que fez sucesso, mas nunca gostei de nenhum dos 2.
Por exemplo, veja só o Seth MacFarlane, o cara escrevia a Vaca e o Frango, Laboratório do Dexter e Johny Bravo. Criou dois dos melhores desenhos animados da atualidade, Family Guy e American Dad, aí resolve fazer um spin off de Family Guy. Adivinha qual personagem ele escolher para “carreira solo” em um novo desenho?? O Cleveland!!! O Cleveland!!! Um personagem que praticamente nem fala tem… um figurante animado. É como se fossem fazer uma série derivada de Seinfeld e ao invés de fazerem “Kramer” ou “George”, fizessem “Newman”. Ou como se fizessem uma série derivada de Grey’s Anatomy contando a vida da Addison… epa… mas fizeram isso!!!
03/03/10
Diálogo no msn durante uma manhã fria de trabalho…
ROBERTO – FRAKKED UP!:
11:32 – qual dos shows que não tem mais como ver, vc gostaria de ter visto
@RICZ:
11:34 – acho que the doors
@RICZ:
11:34 – ou o led
ROBERTO – FRAKKED UP!:
11:40 – eu queria ver o led
@RICZ:
11:41 – aqui a gente vende…
@RICZ:
11:41 – tem verde, vermelho, amarelo
21/02/10
Tenho mania de ler tudo e até quando tomo banho, paro pra ler o rótulo do shampoo. Mas quando estou no supermercado, geralmente faço o contrário do que deveria, e ao ver algo interessante, “taco” no carrinho e vou ver direito só quando usar.
Isso explica o meu espanto ao ler o rótulo do sabonete líquido Lux, durante o banho de ontem. Pra começar, a instrução inicial, super científica, dizia para colocar nas mãos uma quantidade de sabonete “do tamanho de uma pétala de rosa”. Mas aí que tá, se for uma rosa colombiana, vai meio tubo de sabonete de uma vez… Continuando as instruções, o rótulo diz pra esfregar rigorosamente as mãos até produzir uma espuma grossa e passar no corpo como se estivesse vestindo a espuma.
Nesse momento, eu já não tinha como achar as instruções menos estranhas, aí vem o “golpe de misericórdia”: “Enxague e sinta a sua pele muito mais suave e feminina”. Pô! Das duas uma, ou ninguém mesmo lê as embalagens ou eles tem tanta certeza do tamanho do público feminino pra esse produto que deliberadamente dispensam todos os homens que poderiam comprá-lo. E o pior é que o tal do sabonete é danado de cheiroso…
12/02/10
Às vezes tenho orgulho dos meus amigos e eu conversando no msn:
Anselmo: cara… tenho PAVOR de quem fala “É “O” de OVO”.
Eu: ué? pq?
Anselmo: é feio demaaaaaais!
Eu: prefere “O” de “olho”? omendoim!
Anselmo: OSCAR, caceta!
Eu: AAaaaaaahhhh, prefiro o MTV movie awards… é mais divertido
28/01/10
Pra comemorar a última temporade de LOST, a ABC encomendou uma série limitada de posteres, à venda no site (mas já está tudo esgotado!). O poster do Locke é o que com certeza eu teria na minha sala…
25/01/10
Confesso que dessa vez, tentei ver mais de um dia do programa que todo mundo comenta, mesmo que seja para falar mal.
Lembro da primeira edição nacional, que a despeito de qualquer problema, tinha a novidade a seu favor. O formato do programa nem era tão inovador, mas todo o contexto tornava muito difícil ficar indiferente. Mesmo o Silvio Santos tendo copiado tudo antes da Globo estrear o programa (mas sem deixar de acrescentar seu toque pessoal “SBT Style”), BBB era um fenômeno da televisão. E a batalha de audiência com a “Casa dos Artistas”, só tornava o pacote mais interessante.
O povo brasileiro se mostrou bastante previsível, sempre mais favorável aos “bonzinhos”, aos “casais” e aos “mais humildes”, que mereceriam o prêmio simplesmente por “precisarem mais do dinheiro”.
Quando o segundo BBB entrou no ar, não assisti nem o primeiro dia, não tinha mais saco pra acompanhar o programa, nada mais era espontâneo e não só estereótipos pipocaram como um jargão próprio surgiu tanto entre os participantes como no público. Todo mundo falava “no jogo”, como se “o jogo” fosse uma entidade própria que determinava a ética dos participantes. Depois de um monte de edições, perdi completamente o respeito que tinha pelo Pedro Bial como jornalista e passei a me irritar com os termos que o programa forçava no vocabulário do público. Nada mais ridículo que escutar termos como “A nave louca do BBB”. A cada edição, mesmo sem assistir mais que um ou dois programas durante toda a exibição, fui notando que na tentativa de “inovar”, iam sendo criadas novas regras e termos, até que o programa todo se tornou uma espécie de colcha de retalhos televisiva, com emendas e remendos por todos os lados.
Quando anunciaram essa décima edição, fiquei interessado em ver se tinha mudado algo, mas na estréia do programa, simplesmente esqueci e assisti outra coisa. Vi no dia seguinte e a única coisa que notei é que essa é a edição mais feia que já invadiu minha tv. Talvez assista mais um ou outro episódio antes do final, mas a impressão que fica é que o formato se esgotou, mas enquanto tá gerando grana, vai ser difícil botarem algo novo no lugar. É só ver que há 20 anos, a programação de domingo é praticamente a mesma.