Estagiários nas redações

Aqueles que, como eu, adotaram o hábito de ler os jornais online, não devem ter deixado de notar que o dinamismo das atualizações tem seu preço. As notícias passaram a chegar mais rapidamente, e o preço a ser pago por isso é aguentar a falta de revisão nos textos e erros que raramente passariam por uma redação mais rigorosa.

Lendo o G1 hoje, numa matéria sobre jovens desaparecidos em Goiás, vejo o parágrafo seguinte: “A Polícia de Goiás já investigava o caso de cinco jovens que começaram a desaparecer a partir do dia 31 de dezembro do ano passado.”. Podem até dizer que sou chato, mas o parágrafo dá margem à interpretações surreais, como se os jovens estivessem se tornando invisíveis. Desapareceram e o primeiro desaparecimento foi no dia citado. Começaram a desaparecer é outra coisa.

Enquanto isso, no R7, a chamada para a matéria dizia: “Furo de reportagem: Traje de atleta inglesa de bobsled rasga justamente no forévis”, e no conteúdo, a pérola “Quando foi sua vez de encarar a pista ao lado da companheira Nicola Minichiello, o traje  dela rasgou de cima a baixo nos fundilhos no momento em que Cooke se mostrava pronta para descer a ladeira.”.  Algo que na minha época de ginásio teria merecido caneta vermelha de cima a baixo.

MR: Transsiberian

Um casal de americanos embarca em Beijing com destino a Moscow e se ferra muito no caminho. Mas acaba sobrevivendo no final. Bastante gelo e uma pequena amostra de como o lado sombrio da Rússia continua sombrio…

MR: Atividade Paranormal

Talvez esse filme nem mereça comentários. O pior é que algumas pessoas realmente se apavoraram, alguns amigos disseram ter perdido o sono, mas pra mim foi o contrário, me deu sono!

O filme é uma mistura de big brother com bruxa de blair, onde um casal e um fantasma dividem a casa na disputa pelo prêmio… bom, na verdade não tem prêmio, e o fantasma se resume a uma porta balançando e uns barulhos de batidas.

Beber, jogar, f@#er

Ganhei esse livro ontem. Presente do @betotorres. Desde que vi o lançamento, achei a idéia genial por satirizar algo que estava sendo considerado uma referência nas edificantes obras de auto ajuda. Quando vi a capa, fiquei curioso e realmente desejando que o livro fosse realmente bom e não somente um golpe aproveitando o sucesso de “Comer, rezar, amar”. Grata surpresa, o texto é leve e envolvente e muitas passagens não são somente hilárias, mas memoráveis.

O livro é um diário da jornada de auto conhecimento de um americano que após ser traído e abandonado pela mulher, resolve chutar o balde e viajar afogando as mágoas em álcool e apostas. Num dos trechos, de passagem pela Irlando, o autor comenta: sempre imaginei os leprechauns aparentando algo como a mistura de Bilbo Bolseiro com um molestador de crianças, mas Colin (um cara que ele conhece ao chegar lá), parece um leprechaum fofinho, mais como uma mistura de Bilbo e Lindsay Lohan.

Comparando a vida com uma roleta de cassino, o livro promete boas surpresas e muitas risadas. Recomendo!!!

MR: Garota Infernal (Jennifer’s Body)

Banda de rock meia boca resolve fazer pacto com o diabo em troca do sucesso e sacrificam uma garota virgem. O detalhe é que a garota não era realmente virgem e ao invés de morrer, Jennifer se torna uma succubus (demônio na forma de mulher que se alimenta de homens) e resolve comer seus “coleguinhas” da escola pra se manter jovem e bonita para sempre.
Criativo, bem feito e com a Megan Fox no papel de garota do mal! Vale o ingresso!

Mais histórias da China

Depois de voltar de Shenzhen para Hong Kong, tivemos que solicitar mais um visto para uma entrada adicional na China e adiar o vôo para Shanghai em um dia. Com medo de algo sair errado, acabamos chegando ao aeroporto às 6 da manhã e a maioria das lojas, bares e lanchonetes estavam fechadas, e o pior, os guichês das companhias aéreas também não estavam abertos ainda. Por sorte, encontramos uma Starbucks aberta onde pudemos tomar algo e esperar o guichê abrir.

Depois de Shenzhen, eu não sabia o que esperar de Shanghai, um certo receio de ficar totalmente perdido de novo e de que a comida fosse ainda pior que a de HK, que, na minha opinião é uma das cozinhas mais medonhas que já provei. A refeição de bordo da China Eastern ajudou a reforçar esse receio: me ofereceram 2 opções – egg noodles (miojo com ovo) ou peixe. O curioso é que ambos pareciam iguais na cor e no cheiro. Receio que se mostrou totalmente infundado após me instalar em frente à “praça do dedão”, na área de Pudong, onde encontrei a melhor comida durante minha estada. Aliás, descobri que só em Hong Kong a comida era ruim, nas outras cidades, até cobra e cachorro tinham gosto bom.