A última doninha pelada da Dakota do Norte
Casa de Homem
Mesa para um
07/07/10
Funciona assim: saí do trabalho alguns minutos mais tarde, cheguei em casa e não quis nem pensar em pizza, McDonald’s, China in Box ou qualquer outra coisa pronta que chega em casa em até 40 minutos. Sem a “inspiração” para cozinhar de verdade, resolvi dar uma vasculhada no interior do freezer. Em menos de dois minutos, a decisão estava tomada, ia provar o nhoque recheado de requeijão da Massa Leve. Porque é simples… põe a panela com água pra ferver, na outra “faz” o molho (pronto, é claro), depois é só por no prato, cobrir com parmesão ralado e sentar na frente da tv.

Com o objetivo de ser ligeiramente mais saudável “em meu cozinhar”, resolvi usar um Pomarola da linha “Vitalie”, isso porque a embalagem dizia que tinha menos sódio, não tinha conservantes, essas coisas da linha “Coma sem medo, o câncer não vem cedo”. Peguei um molho sabor “champignons com manjericão fresco”. Depois de tudo pronto, minhas impressões foram as seguintes:
- Preciso começar a cozinhar de verdade;
- O nhoque era realmente gostoso, mas as 400g da embalagem, depois de preparado são suficientes para alimentar:
- Duas crianças chinesas na faixa dos 6, 7 anos de idade, ou
- Um adulto normal de apetite mediano, ou
- meio Beto;
- O molho saudável não tem gosto de molho pronto. Na verdade, não tem nem gosto de molho. Sabe aquele extrato de tomate Elefante? Mistura com água e é isso… Não achei gosto de champignon, nem de manjericão, na verdade só tinha gosto era de tomate mesmo… menos graça, menos sabor em troca da premissa de mais saúde. Acho que vou morrer gordo mesmo.
Aliás, falando em gordices, quero fazer uma menção honrosa à linha de pizzas Ristorante, da Dr. Oetker. Eu já provei uma infinidade de pizzas de caixinha, mas essa sai fora do padrão. Nem dá pra acreditar que saiu congelada da caixinha. Recomendo mesmo sem ganhar nada por isso.
Comida de caixinha
04/05/10
Todo mundo já viu em um monte de blogs e e-mails aquelas fotos comparando a comida da foto com o que você realmente obtém. Aquela lasanha que é linda na foto e que ao tirar do microondas, parece que você derreteu um caminhãozinho de plástico do playmobil e jogou molho em cima. Na sua grande maioria, as comidas prontas (salvação do solteiro que mora sozinho) têm cara e muitas vezes gosto de acidente de playmobil. Mas, quem mora sozinho e trabalha o dia todo, raramente chega em casa com aquele pique de cozinhar. Pedir pizza e McDonald’s todo dia, além de não ser nada saudável, enquanto engorda você, emagrece sua carteira. No fim das contas, acabamos mesmo reféns da comida pronta.
Essa semana, tive uma surpresa quando descobri que os hotéis da rede ITC (só refrescando a memória, o Sheraton e os da bandeira Atlântica são parte dessa rede) padronizam diversos pratos da rede distribuindo a criação de seus chefs em caixinhas fechadas à vácuo no estilo dos produtos Vapza. Decidi fazer o test-drive por 3 motivos: adoro comida, adoro novidade e geralmente não cozinho.
A grata surpresa de hoje foi que o “Kashmiri Biryani” que escolhi como alvo do primeiro teste já começou bem quando após aquecido, tinha a mesma cara da foto da embalagem. E isso nem é post pago, mas quantas vezes encontramos comida de caixinha que fica igual a da foto? Até tirei uma foto do prato pronto ao lado da embalagem pra postar aqui.

Outra coisa boa foi o tempero. Bom pra mim, que adoro comida picante, porque o negócio era tão ardido que parecia que tinham lavado o arroz em baba de dragão antes de embalar. Mas, pelo que eu vi nas prateleiras do mercado, tem diversos outros sabores, típicos de diferentes países e com graduações menores de pimenta. Cada embalagem tem apenas uma porção e dá pra uma pessoa só, mas no geral, a linha ITC Master Chefs está testada e aprovada.
Aprendi com a minha mãe
19/05/09
Em casa, domingo à noite, cansado depois de ter trabalhado sem fim de semana. Assistindo um filme de zumbis, na verdade, a mini série inglesa “Dead Set”. Falarei sobre a série no próximo post, agora, o que é engraçado é o diálogo que ocorreu enquanto eu assistia.
Na cena, a “mocinha” do filme atravessa um corredor, lentamente, empunhando uma tesoura para se defender de um possível “zumbi surpresa”. Nisso, o Beto vira e me pergunta: “Nessa situação, você correria ou andaria?”. Prontamente respondo: “Andaria, é mais prudente, dá pra ver se um zumbi vem vindo e não ser pego de surpresa…. e minha mãe me ensinou a não correr com uma tesoura na mão.”.
Flatmate: O efeito Chandler e Joey
23/04/09
Dividir apartamento tem prós e contras, mas um resultado inclassificável disso é o “Efeito Chandler e Joey”. Quem acompanhou “Friends”, ou mora com alguém faz bastante tempo deve saber bem do que estou falando.
Beto é um amigo de infância, praticamente um irmão. Há quase 3 anos, apareceu na minha casa de mala e cuia, e bem vindo que era, chegou para ficar. A casa mudou e o Beto ficou, e nesses anos fomos aprendendo a conviver, dividir tarefas, quebrar o pau e viver momentos nonsense.
O Beto aprendeu a cozinhar e virou uma Dona Benta, pegando receitas no site da Ana Maria Braga. Eu aprendi a passar roupas e pelo menos uma vez por mês, devasto o Everest de roupas e a gente tem algo desamassado para vestir.
Uma ou outra noite, entramos numa discussão existencial, sentados na varanda com umas latinhas de cerveja e assuntos polêmicos e no outro dia fica difícil levantar para trabalhar. Geralmente eu reclamo que apesar de ter uma sapateira no quarto dele, os tênis, sapatos e chinelos ficam jogados pela casa. Geralmente ele reclama que quando eu saio do banho, deixo minha roupa suja jogada no chão do banheiro.
E numa mistura de tudo isso, nesse fim de semana no Metrô, tivemos uma conversa que foi mais ou menos assim:
- Ricz, você viu que horas são?
- Vi sim, por que?
- Porque a gente tinha que encontrar o Raul no bar há uma hora.
- É, se você não tivesse demorado uma hora para comprar calcinhas para sua namorada, a gente chegava na hora.
- Se você tivesse levantado antes do meio dia, a gente chegava na hora.
- Porra, Beto, você anda pegando muito no meu pé.
- Como assim?
- Minha mãe reclamava assim quando eu morava com ela. Você dorme demais, você está atrasado, etc.
- Claro, você nunca acha que tá errado. Você tá sempre certo.
- Isso não é verdade, tem 2 coisas. Primeiro, eu reconheço quando estou errado. Por exemplo, quando você reclama que eu deixo cueca no chão do banheiro, eu reconheço que esqueci e peço desculpas. Segundo, quem tiver ouvindo esse papo vai pensar que somos um casal e acho isso constrangedor…
Macarrão Russo do Master
30/09/08
Num momento “Ana Maria Braga” do homem moderno, meu amigo russo Master me passa pelo msn uma receita fácil, rápida e gostosa. Ideal pra quem descobriu que Miojo não é macarrão.
Ingredientes:
1 pacote de macarrão parafuso
200g de bacon em cubos
300g de muçarela (é com “ç” mesmo, procura no dicionário) ralada
100g de parmesão ralado