Papo de boteco

A TV destrói as famílias

Alguma dessas igrejas neo-pentecostais, ou algo que o valha, já espalhou pela cidade outdoors com essa frase. Aliás, bons tempos em que a cidade de São Paulo se parecia com outras grandes metrópoles do mundo, com outdoor e tudo, o que já não temos mais graças ao nosso inquisidor medieval, ilustríssimo senhor prefeito. Mas, voltando ao assunto, não sei se a televisão realmente destrói a família, mas quase levou esse blog, entre outras coisas, para o buraco.

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Os melhores momentos do Anselmo (esse mês)

Coletânea de momentos do impagável Anselmo no msn, e isso é só esse mês:

Ricz!: eu queria um xinauzer
Anselmo: credo. prefiro ter herpes a um xinauzer.

Ricz!: posso fazer um post em sua homenagem no meu blog?
Anselmo: depende.
Anselmo: desde que nao seja uma homenagem póstuma, pode sim.

Anselmo: ei, jude
Ricz!: pra que chorar?
Anselmo: nuusssa.. nem lembrava da versão em brasileiro.
Ricz!: hahahaha
Anselmo: será que foi feita pelo Herbert Richards?

Anselmo: subterfúgio
Ricz!: cheguei
Anselmo: nuances
Anselmo: embroglio
Anselmo : ludopédio
Ricz!: pronto… comeu o aurélio!

Ricz!: e vamos assistir o jason ou não??
Anselmo: eu hein. Prefiro ir a “Micareta Sertaneja”

Anselmo: clique-se aqui.
Anselmo: mes que vem vou hospedar um casal de argentinos..
Anselmo: daí to falando com a mina no MSN e falei que eu tenho uma camiseta do Boca Juniors.. ela me responde: ” pois é… e eu tenho um poster da XUXA”

 

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E desde o ano passado

E eis que 2009 começa… na verdade, já faz praticamente uma semana que começou, mas o rapazinho aqui ainda não tinha botado a mão na massa pra atualizar o blog. Mas sem mais delongas, vamos fazer uma nano Não Retrospectiva de 2008.

Contrariando minhas expectativas, morreu Dercy Gonçalves. Tá acabando a lista de personalidades que inauguraram a TV brasileira. Outra coisa que não aconteceu em 2008 foi o final do conflito na faixa de Gaza. O planeta Hercólubos não se chocou contra a Terra destruindo a vida em nosso planetinha oval, Jesus não voltou e apesar do apocalipse não ter chegado, o que não faltam são as bestas andando por aí. E haja besteira. 

Em 2008, não foi descoberta vida inteligente fora do planeta, nem a cura do câncer. O disco de vinil não acabou e o HD-DVD não vingou. No campo da política, não tivemos reforma agrária, nem tributária. Não morreram nem o Fidel, nem o Chavez e nem o Maluf. Enquanto na economia, o valor real do Real, quando visto em comparação com a libra esterlina, continua não passando de um punhado de guaranis, rublos ou escudos. Falando em rublos, a Rússia continua grande, fria e controlada pelo Putin. Steven Spielberg não desencanou dos ETs, Madonna não sossegou casada e nos USA, o R&B continua sendo o gênero musical mais tocado. Ah, a Britney Spears não se suicidou e nem caiu no ostracismo.

O Playstation 3 não decolou e o Android, sistema do Google para celulares passou longe de desbancar o iPhone. Aliás, o Chrome, navegador do Google também não gerou um paradoxo capaz de destruir o universo. Ainda no campo da tecnologia, ninguém ficou sabendo o que era o Silverlight e o Flash continua dominando seu segmento. Aliás, a compra do Yahoo também foi um tiro n’água.

Não ganhei na Mega Sena (também não joguei) e contrariando todas as previsões, também não ganhei o prêmio Nobel da Paz. E assim foi 2008.

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Fonte inesgotável

Não sei porque cargas d’água resolvi assistir o jornal do SBT hoje, e logo de cara, me deparo com um texto digno de piada. A notícia: atentado na Índia. O vice-consul do Brasil é entrevistado sobre a possibilidade de brasileiros mortos ou feridos no atentado, sua resposta foi que o consulado havia feito um comunicado em português e que cerca de vinte brasileiros de passagem pelo país ligaram informando que estavam bem. A conclusão do consulado foi que desde que ninguém ligou avisando que estava morto, o atentado não tinha afetado os brasileiros na Índia.

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É canja de galinha

Nunca tinha parado para pensar nisso, mas, se não for de galinha, de que raio vai ser a tal canja? Tem algumas coisas que são mais óbvias que “subir para cima” e todo mundo continua falando sem ao menos perceber. Como a canja de galinha, que ouvi, falei, e claro, comi, e que não pode ser de outra coisa… Ou alguém já ouviu falar em canja de peru? Imagina a torcida da faculdade, nos jogos universitários, gritando toda animada: “- É canja, é canja, é canja de peru! Arranja outro time e vai tomar… chapéu!”.

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Cinema, MP3 e as plataformas de petróleo

Meu amigo e “transblogueiro” Raul (www.messinmotion.com.br e www.hunf.com.br) está em alerta. Desesperadamente empolgado para assistir Tropic Thunder desde o primeiro comentário divulgado sobre a produção, foi contemplado com a estréia nacional nesse fim de semana.

O filme, satirizando os exageros de Hollywood, mostra um grupo de atores que vivencia uma verdadeira guerra ao filmar uma produção focada nesse tema. Como toda boa sátira deve ser, o filme é povoado por ironia e sarcasmo, fugindo assim do “politicamente correto”. Ok, e o resultado, como já era de se esperar é a infinidade de protestos e petições idiotas, como um grupo que exige que o estúdio se desculpe publicamente por usar o termo “retardado” no filme.

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O crítico de cinema, o coringa e o bolo de fubá

Salvo poucas exceções, o crítico de cinema é por definição alguém frustrado e amargo, cuja ânsia por demonstrar cultura e bagagem cultural tornam seus textos literalmente venenosos. Apesar de generalizar, já li ótimas críticas, mas confesso que nunca me baseio em uma para decidir o que assistir.

A despeito de todo o hype, fui ver “O Coringa”, digo, o novo filme do Batman, como qualquer garoto fã de super heróis. Gostei do filme, mas não é a opinião que vem ao caso.

O crítico de cinema deve ser como o crítico de gastronomia. Tem o direito de gostar ou não, mas antes de provar o prato (assistir ao filme), deve despir-se de seus preconceitos ou procurar outra profissão. O crítico gastronômico que não gosta de palmito ou de alcachofra, como poderá avaliar imparcialmente um prato? E o crítico de arte que não gosta de azul ou vermelho? Vai escrever que Renoir é uma porcaria por causa de “Rosa e Azul”?

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