Papo de boteco

Sabonete Líquido Lux

Tenho mania de ler tudo e até quando tomo banho, paro pra ler o rótulo do shampoo. Mas quando estou no supermercado, geralmente faço o contrário do que deveria, e ao ver algo interessante, “taco” no carrinho e vou ver direito só quando usar.

Isso explica o meu espanto ao ler o rótulo do sabonete líquido Lux, durante o banho de ontem. Pra começar, a instrução inicial, super científica, dizia para colocar nas mãos uma quantidade de sabonete “do tamanho de uma pétala de rosa”. Mas aí que tá, se for uma rosa colombiana, vai meio tubo de sabonete de uma vez…  Continuando as instruções, o rótulo diz pra esfregar rigorosamente as mãos até produzir uma espuma grossa e passar no corpo como se estivesse vestindo a espuma.

Nesse momento, eu já não tinha como achar as instruções menos estranhas, aí vem o “golpe de misericórdia”: “Enxague e sinta a sua pele muito mais suave e feminina”. Pô! Das duas uma, ou ninguém mesmo lê as embalagens ou eles tem tanta certeza do tamanho do público feminino pra esse produto que deliberadamente dispensam todos os homens que poderiam comprá-lo. E o pior é que o tal do sabonete é danado de cheiroso…

TV Metrô

Fazia um tempinho que eu não pegava o metrô, então ando meio por fora da programação da tv metrô, aquela que passa nas telinhas de LCD instaladas nos vagões. Na última sexta, indo encontrar a Sapha e o Deixa para um update nas conversas e uma degustação de petiscos de boteco, me atualizei com as pérolas da emissora número 1 dos vagões de SP.

A primeira pérola, que me deixou estupefato por bem uns 10 minutos foi a seguinte notícia:

CULTURA: Em “Kurt Cobain”, vocalista do Nirvana rememora sua vida e carreira.

Só se gravaram o filme na casa do Chico Xavier, pensei com meus botões. Mas enquanto ainda estava estupefato com a notícia, me passa um comercial (que nem lembro de quê) onde, no canto da tela aparece aquela mocinha gesticulando a “legenda” em LIBRAS, para deficientes auditivos. Até aí, seria uma iniciativa louvável, se todo o conteúdo da tv metrô não fosse exibido propositalmente sem áudio e com legendas.

Só finalizando, acho girassol sem graça demais, florzona besta, sem cheiro, sem nada…

Banheiro público

Aí você faz uma pequena pausa para manutenção, se levanta de sua mesa no bar, vai até o banheiro e dá uma mijadinha. Geralmente eu não me preocupo com o tipo de torneira ou sabonete que encontrarei para lavar as mãos após “o ato”, pode ser torneira automática, com pouca ou muita pressão, sabonete líquido, sabonete em espuma, até em pó dá pra encarar. O que realmente me preocupa é enxugar as mãos.

De uns tempos para cá, cada vez mais banheiros públicos passaram a desprezar o bom e velho papel descartável e instalaram aquelas máquinas de tortura medieval inúteis: os secadores automáticos. Alguns acendem um anúncio, geralmente é o anúncio de “Anuncie aqui”, mas uma vez, num pub aqui em SP, apareceu uma loira peituda em pose sexy, com um balãozinho daqueles de quadrinhos sobre a cabeça, onde se podia ler: “Anuncie aqui”. É… envelope diferente, mensagem igual.

Mas o negócio é que já perdi a conta de quantas vezes saí esfregando as palmas na calça, depois de encarar a frustração de tentar vencer o secador automático. Falando sério, não sei qual é a dessa máquina. Você para na frente dela e estende as mãos. Primeiro, tem que ficar mexendo os braços como um tonto até achar a posição que dispara o sensor e aciona o jato de ar quente. Se você sair dessa exata posição, a porcaria se desliga, mas não tem como não sair da posição, pois é essencial esfregar uma mão na outra para a máquina fazer efeito.

Efeito… Que efeito? Depois de meia hora esfregando as mãos na frente do secador de cabelos gigante, seus braços viraram dois gravetinhos queimados, pretos, mas ainda gotejando. O secador te queima, mas não te seca! Até você cansar, desistir e esfregar a mão na calça enquanto volta para a sua mesa. Queimado e molhado…

Teorias do Fim do Mundo – Parte 1

Do holocausto nuclear à colisão com Hercólubos, o planeta que se aproxima para um choque com a Terra, o fim dessa coisinha redonda que chamamos humildemente de mundo é usado pelas religiões para apavorar o “fiel” e mantê-lo sob cabresto curto, por místicos em geral como destino de “profecias” baseadas em datas “cabalísticas”, temas de filmes, livros, quadrinhos e também das muitas teorias de mesa de boteco que mais que ocasionalmente compartilho com meus amigos.

Sou declaradamente pró-fim do mundo, acho que a humanidade já deu o que tinha que dar e se acabar tudo agora, pelo menos não preciso quitar o Amex, o que já é um lucro, segundo meu ponto de vista.

Mas o interessante não é o fim em si, mas a maneira como chegaremos a ele. Nada de sete selos, sete trombetas, sete anjos e sete filmes do Harry Potter, não, não. O progresso com certeza nos trouxe perspectivas muito mais originais e criativas do que se era possível imaginar quando aqueles velhinhos judeus escreveram a bíblia.

Segundo a Sapha (www.vidaordinaria.com.br), terminaremos soterrados e afogados em isopor. A reação química responsável pela produção do sintético falharia e sem interrupção, o isopor se expandiria e multiplicaria até dominar toda a superfície do planeta, destruindo todas as formas orgânicas de vida. Com as iniciativas ecológicas para diminuir cada vez mais o consumo de isopor, imagino que tem muito mais gente que acredita nessa possibilidade, defendida pela Sapha desde 1999 (Por sinal, ano de número bastante “cabalístico”). Talvez o isopor tome conta de tudo, claro, desde que a possibilidade prevista pelo Anselmo (http://coap.wordpress.com) não acabe com tudo antes…

(continua em breve…)