A última doninha pelada da Dakota do Norte
Introduce yourself
O amigo chato
jun 23rd
É, parece algo meio nerd quando digo que todos os meus amigos são inteligentes, mas vendo a turma reunida, essa impressão desaparece instantaneamente. O Anselmo é o engraçado, sempre com os melhores comentários e piadas. O Deixa é o amigo “Red Bull”, sempre pronto para qualquer situação, além de ser o cara mais sincero do mundo. Pavão é o criativo, o cara que coloca as engrenagens da turma para rodar. A Sapha é a produtora, organiza tudo, está sempre presente e faz tudo acontecer. Esses são apenas alguns exemplos, não querendo esquecer ninguém, pois tem muito mais gente que eu gosto muito.
Mas, hoje eu quero falar de um outro tipo de amigo, aquele que eu acho que todo mundo deveria ter um: o amigo chato. Mas não qualquer chato, afinal, existem diversos tipos e alguns são irritantes, enfadonhos, malas. Esses não vale a pena ter por perto. O amigo chato a que eu me refiro é aquele cara crítico, que te desafia, te contraria, te faz pensar e argumentar. Sempre tem uma novidade com um ponto de vista polêmico. Sarcasmo sempre à mão, é o seu nemesis. Um Dr. House te irritando e te empurrando caminho adiante.
Nesse último fim de semana, encontrei o Raul. Ele é o meu amigo chato. Nunca dispenso uma oportunidade de encontrá-lo, até porque ele se mudou de São Paulo e não é todo dia que da pra vir de Recife só pra bater um papo e tomar uma cerveja. Andamos pela Paulista, fomos a um pub, bebemos. E no meio da madrugada, estamos passando em frente à Onofre e discutindo, fazendo uma comparação entre Bukowski, Thompson e Nelson Rodrigues. Cinco minutos depois, estamos falando de Seinfeld. Putz, nunca me imaginei dizendo isso, pois achava que só era legal ter amigos legais, mas agora eu sei que é muito legal também ter um amigo chato.
Novas técnicas contra o telemarketing
jun 12th
Toca o telefone. Atendo. “Por favor, o Sr. Ricardo está?” – o detalhe é que a ligação foi feita para o meu celular – No que confirmo que sou eu, ela já começa o script, deixando pouquíssimo espaço para pensar, responder ou mesmo respirar.
- Sr. Ricardo, aqui é a fulana, do cartão de crédito tal, e gostaria de estar oferecendo uma promoção.
Instantâneamente respondo:
- Ah, fulana! A gente já conversou ontem!
- Já? O sr tem certeza?
- Mas é claro, vc não é a fulana de tal, do cartão de crédito?
- Isso mesmo, sr. Mas o sr tem certeza que falou comigo?
- Com certeza, vc não tá me oferecendo uma promoção do cartão tal?
- Isso mesmo, sr.
- E vc não é a fulana de tal, do cartão x?
- Isso mesmo, sr (já totalmente confusa e desnorteada…)
- Então, vc me ligou ontem e já conversamos.
- Ah, então me desculpe, sr. O cartão tal lhe deseja uma ótima tarde.
Simplicidade
mai 17th
Dei uma olhada nos blogs amigos e vi que a maioria tinha cara de blog mesmo. Então pensei, se é mais prático, por que não simplificar? Taí o tema novo, aguardo as críticas e comentários.
Design e o Leste Europeu
mai 8th
Tudo começou quando ainda na faculdade, estudando referências para diagramação, tive meu primeiro contato com os posteres de propaganda política da extinta União Soviética. Na época, me chamaram a atenção, mas tanto a correria da época de faculdade como a torrente de interesses da idade fizeram com que eu acabasse deixando esse interesse passar batido. Anos depois, em uma aula de tipografia, já na pós-graduação, dei de cara com o bendito poster soviético novamente. Fiquei impressionado com a qualidade, a criatividade e principalmente a beleza daquelas peças de propaganda. E como a aula era de tipografia, aquele alfabeto diferente se mostrou simplesmente intrigante. Eu tinha que entender melhor, não só o design do poster, mas o contexto histórico de sua criação e a cultura embutida ali. E conseguir pelos menos ler algumas palavras.
É impressionante a qualidade da propaganda produzida por regimes totalitários, basta lembrar do que a propaganda nazista foi capaz. Mas o que eu não imaginava é que em outros lugares da região, o design fosse tão ou mais surpreendente. Fiquei de queixo caído ao comparar os posteres de cinema feitos na Polônia. Ao colocar lado a lado com os originais americanos, dá a impressão de comparar um anúncio com uma obra de arte.
Coloco aqui alguns exemplos e se alguém se interessar em ver mais, nesse site tem bastante coisa: http://www.poster.com.pl/index.htm.
De olhos bem fechados
O Exorcista
Pulp Fiction
O Iluminado
Flatmate: O efeito Chandler e Joey
abr 23rd
Beto é um amigo de infância, praticamente um irmão. Há quase 3 anos, apareceu na minha casa de mala e cuia, e bem vindo que era, chegou para ficar. A casa mudou e o Beto ficou, e nesses anos fomos aprendendo a conviver, dividir tarefas, quebrar o pau e viver momentos nonsense.
O Beto aprendeu a cozinhar e virou uma Dona Benta, pegando receitas no site da Ana Maria Braga. Eu aprendi a passar roupas e pelo menos uma vez por mês, devasto o Everest de roupas e a gente tem algo desamassado para vestir.
Uma ou outra noite, entramos numa discussão existencial, sentados na varanda com umas latinhas de cerveja e assuntos polêmicos e no outro dia fica difícil levantar para trabalhar. Geralmente eu reclamo que apesar de ter uma sapateira no quarto dele, os tênis, sapatos e chinelos ficam jogados pela casa. Geralmente ele reclama que quando eu saio do banho, deixo minha roupa suja jogada no chão do banheiro.
E numa mistura de tudo isso, nesse fim de semana no Metrô, tivemos uma conversa que foi mais ou menos assim:
- Ricz, você viu que horas são?
- Vi sim, por que?
- Porque a gente tinha que encontrar o Raul no bar há uma hora.
- É, se você não tivesse demorado uma hora para comprar calcinhas para sua namorada, a gente chegava na hora.
- Se você tivesse levantado antes do meio dia, a gente chegava na hora.
- Porra, Beto, você anda pegando muito no meu pé.
- Como assim?
- Minha mãe reclamava assim quando eu morava com ela. Você dorme demais, você está atrasado, etc.
- Claro, você nunca acha que tá errado. Você tá sempre certo.
- Isso não é verdade, tem 2 coisas. Primeiro, eu reconheço quando estou errado. Por exemplo, quando você reclama que eu deixo cueca no chão do banheiro, eu reconheço que esqueci e peço desculpas. Segundo, quem tiver ouvindo esse papo vai pensar que somos um casal e acho isso constrangedor…
Pequenos triunfos do dia-a-dia
mar 31st
15:14:37 Raul Silva: seu irmao acha que star wars sao 6 filmes
15:16:31 Ricz!: não… são 4!
15:16:36 Ricz!: ele é besta
15:18:52 Raul Silva: 4?
15:19:00 Raul Silva: vc é besta, são 3
15:19:40 Ricz!: ah, é verdade… episódios 3, 4 e 5
15:19:49 Ricz!: esqueci e contei o retorno de jedi…
15:20:06 Raul Silva: vc ta louco?
15:20:30 Raul Silva: sao 3 filmes:
A new hope
Empire strikes back
the return of Jedi
15:20:58 Ricz!: return of jedi não é um filme…
E daqui a 7 dias
mar 16th
Fim de semana na Terra Brasilis… acordo no sabadão às onze da matina. Graças ao bom Deus, não trabalho aos fins de semana. Sou padrinho de um casamento na semana que vem, mas nesse sábado tem o ensaio dos padrinhos. Vai entender, se matrimônio fosse bom a gente não contraía.
Acordei com uma dor no nariz que não dava pra entender. Olho no espelho do banheiro e descubro que o que eu tenho no nariz não é uma espinha, é o verdadeiro anticristo, trazendo toda a dor e o sofrimento. Contrariando todas as recomendações, espremo o desgraçado e vou pro banho quente.
Tiro o fim de semana para tirar o atraso nos freelas, cumprir minhas obrigações de padrinho e me atualizar quanto aos episódios das séries. Assisto uma mini-maratona de “How I met your mother”, que depois de “Two and a Half Men” é uma das melhores comédias disponíveis hoje na tv. Excluindo “The Office” que é hours-concour, claro.
Em resumo, final de semana nada interessante… quando me lembrei que era dia de St. Patrick’s, já era tarde demais para ir ao O’Malley’s. Conclusão, ano que vem convido o Raul para ir comigo, aí ele não me deixa esquecer.











