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O amigo chato

Tenho um círculo de amizades do qual me orgulho muito. Não falo apenas de confiança e companheirismo, mas sim, do orgulho que tenho de cada um desses amigos, por motivos diversos. Sem generalizar, cada um se destaca por alguma característica, enquanto todos tem em comum a cultura e a inteligência.

É, parece algo meio nerd quando digo que todos os meus amigos são inteligentes, mas vendo a turma reunida, essa impressão desaparece instantaneamente. O Anselmo é o engraçado, sempre com os melhores comentários e piadas. O Deixa é o amigo “Red Bull”, sempre pronto para qualquer situação, além de ser o cara mais sincero do mundo. Pavão é o criativo, o cara que coloca as engrenagens da turma para rodar. A Sapha é a produtora, organiza tudo, está sempre presente e faz tudo acontecer. Esses são apenas alguns exemplos, não querendo esquecer ninguém, pois tem muito mais gente que eu gosto muito.

Mas, hoje eu quero falar de um outro tipo de amigo, aquele que eu acho que todo mundo deveria ter um: o amigo chato. Mas não qualquer chato, afinal, existem diversos tipos e alguns são irritantes, enfadonhos, malas. Esses não vale a pena ter por perto. O amigo chato a que eu me refiro é aquele cara crítico, que te desafia, te contraria, te faz pensar e argumentar. Sempre tem uma novidade com um ponto de vista polêmico. Sarcasmo sempre à mão, é o seu nemesis. Um Dr. House te irritando e te empurrando caminho adiante.

Nesse último fim de semana, encontrei o Raul. Ele é o meu amigo chato. Nunca dispenso uma oportunidade de encontrá-lo, até porque ele se mudou de São Paulo e não é todo dia que da pra vir de Recife só pra bater um papo e tomar uma cerveja. Andamos pela Paulista, fomos a um pub, bebemos. E no meio da madrugada, estamos passando em frente à Onofre e discutindo, fazendo uma comparação entre Bukowski, Thompson e Nelson Rodrigues. Cinco minutos depois, estamos falando de Seinfeld. Putz, nunca me imaginei dizendo isso, pois achava que só era legal ter amigos legais, mas agora eu sei que é muito legal também ter um amigo chato.

Simplicidade

Mais uma vez eu mudei o tema do blog. Em minha última mudança, escolhi um tema no estilo “Magazine”. O primeiro comentário foi do Sel, que me disse que tinha ficado com cara de portal. É um comentário enigmático, pois não dá pra saber se significa que é bom ou ruim. Aí veio o Master dizendo que tinha ficado muito louco.Na sequência, o Beto me fala que não tá conseguindo ler meu blog, pois estava complicado demais. Eu tinha imaginado que o layout anterior mostrava mais conteúdo, mas a Sapha vira pra mim e comenta que estava completamente perdida, pois parecia que tinha conteúdo demais.

Dei uma olhada nos blogs amigos e vi que a maioria tinha cara de blog mesmo. Então pensei, se é mais prático, por que não simplificar? Taí o tema novo, aguardo as críticas e comentários. :)

Design e o Leste Europeu

Que eu tenho uma certa admiração pela cultura do Leste Europeu, meus amigos e minha família já sabem, agora o que poucos imaginam é de onde veio esse interesse.

Tudo começou quando ainda na faculdade, estudando referências para diagramação, tive meu primeiro contato com os posteres de propaganda política da extinta União Soviética. Na época, me chamaram a atenção, mas tanto a correria da época de faculdade como a torrente de interesses da idade fizeram com que eu acabasse deixando esse interesse passar batido. Anos depois, em uma aula de tipografia, já na pós-graduação, dei de cara com o bendito poster soviético novamente. Fiquei impressionado com a qualidade, a criatividade e principalmente a beleza daquelas peças de propaganda. E como a aula era de tipografia, aquele alfabeto diferente se mostrou simplesmente intrigante. Eu tinha que entender melhor, não só o design do poster, mas o contexto histórico de sua criação e a cultura embutida ali. E conseguir pelos menos ler algumas palavras.

É impressionante a qualidade da propaganda produzida por regimes totalitários, basta lembrar do que a propaganda nazista foi capaz. Mas o que eu não imaginava é que em outros lugares da região, o design fosse tão ou mais surpreendente. Fiquei de queixo caído ao comparar os posteres de cinema feitos na Polônia. Ao colocar lado a lado com os originais americanos, dá a impressão de comparar um anúncio com uma obra de arte.

Coloco aqui alguns exemplos e se alguém se interessar em ver mais, nesse site tem bastante coisa: http://www.poster.com.pl/index.htm.

De olhos bem fechados

De olhos bem fechados

O Exorcista

O Exorcista

Pulp Fiction

Pulp Fiction

O Iluminado

O Iluminado

E daqui a 7 dias

Fim de semana na Terra Brasilis… acordo no sabadão às onze da matina. Graças ao bom Deus, não trabalho aos fins de semana. Sou padrinho de um casamento na semana que vem, mas nesse sábado tem o ensaio dos padrinhos. Vai entender, se matrimônio fosse bom a gente não contraía.

Acordei com uma dor no nariz que não dava pra entender. Olho no espelho do banheiro e descubro que o que eu tenho no nariz não é uma espinha, é o verdadeiro anticristo, trazendo toda a dor e o sofrimento. Contrariando todas as recomendações, espremo o desgraçado e vou pro banho quente.

Tiro o fim de semana para tirar o atraso nos freelas, cumprir minhas obrigações de padrinho e me atualizar quanto aos episódios das séries. Assisto uma mini-maratona de “How I met your mother”, que depois de “Two and a Half Men” é uma das melhores comédias disponíveis hoje na tv. Excluindo “The Office” que é hours-concour, claro.

Em resumo, final de semana nada interessante… quando me lembrei que era dia de St. Patrick’s, já era tarde demais para ir ao O’Malley’s. Conclusão, ano que vem convido o Raul para ir comigo, aí ele não me deixa esquecer.

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