Aqueles que, como eu, adotaram o hábito de ler os jornais online, não devem ter deixado de notar que o dinamismo das atualizações tem seu preço. As notícias passaram a chegar mais rapidamente, e o preço a ser pago por isso é aguentar a falta de revisão nos textos e erros que raramente passariam por uma redação mais rigorosa.

Lendo o G1 hoje, numa matéria sobre jovens desaparecidos em Goiás, vejo o parágrafo seguinte: “A Polícia de Goiás já investigava o caso de cinco jovens que começaram a desaparecer a partir do dia 31 de dezembro do ano passado.”. Podem até dizer que sou chato, mas o parágrafo dá margem à interpretações surreais, como se os jovens estivessem se tornando invisíveis. Desapareceram e o primeiro desaparecimento foi no dia citado. Começaram a desaparecer é outra coisa.

Enquanto isso, no R7, a chamada para a matéria dizia: “Furo de reportagem: Traje de atleta inglesa de bobsled rasga justamente no forévis”, e no conteúdo, a pérola “Quando foi sua vez de encarar a pista ao lado da companheira Nicola Minichiello, o traje  dela rasgou de cima a baixo nos fundilhos no momento em que Cooke se mostrava pronta para descer a ladeira.”.  Algo que na minha época de ginásio teria merecido caneta vermelha de cima a baixo.

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