Nada como morrer no auge para se atingir a imortalidade, Hendrix, Joplin, Jim Morrison, até mesmo Bob Marley (ugh!), foram ídolos da molecada de sua época e de todas as molecadas das gerações posteriores. Se Michael Jackson tivesse morrido logo após o estrondoso sucesso de Thriller, hoje seria um ídolo tão poderoso que até mesmo o Vaticano já o teria canonizado. Por outro lado, se Bob Marley ainda estivesse vivo, hoje não passaria de um Jimmy Cliff*.

Essa época da morte gloriosa, na minha opinião, acabou quando os astros do rock trocaram a overdose pelas complicações numa lipo. A asfixia deixou de ser causada pelo próprio vômito após um coma alcoólico e passou a ser um “suicídio acidental” numa tentativa de intensificar o “prazer solitário”. O negócio é que não adianta mais morrer para ser famoso. Quem da geração atual se lembra do Michael Hutchence? Kurt Cobain foi um dos últimos a partir num blaze of glory e mesmo assim, com poucas exceções, sua imortalidade só afetou a minha geração.

* Essa é mais uma “Pérola Anselmo®”, todos os direitos reservados

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