O Brasil assinou hoje o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A partir do ano que vem, as professoras do primário podem começar a arrancar os cabelos para aprender e ensinar as novas regras.

O Acordo promete causar bastante polêmica e deixar os pais que ajudam os filhos a fazer a lição de casa totalmente confusos. Particularmente, a menor barreira cultural entre nós e Portugal ou Moçambique é o “c” em acto, mas uma assembléia, ou melhor, assembleia entre os representantes dos países que hablam el portugues acham que é um grande passo para nos aproximar culturalmente. 

Na prática, não acho que muda muito, a maioria da molecada de hoje vai continuar escrevendo errado ou usando aquele internetês macabro: “axu ki eh mto baum”.

Teoricamente, o acordo visa facilitar o intercâmbio, ops, intercambio segundo a nova regra, cultural entre os países lusófonos. Em Portugal, adopção passa a ser adoção e húmido perde o “h”. Aqui, aumentamos nosso alfabeto para incluir o K, o W e o Y, jogamos fora o hifen e mais um monte de acentos e enterramos de vez o trema. Se fosse só eliminar, talvez facilitasse, mas como sempre, as regras ortográficas vem cheias de exceções, por exemplo:

- As palavras com hifen, perdem o tracinho, mas duplicam a consoante: contra-regra vira contrarregra, anti-semita vira antissemita. Mas super, hiper e inter ganham ou continuam com tracinho super-bacana e hiper-resistente.

 

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