Rock in Rio in Lisboa in Madrid?!
Alguém aí sabe me dizer porque continuaram com o nome “Rock in Rio” depois que o evento saiu do Brasil? Tudo bem que existe um apelo comercial, mas o ridículo da discrepância geográfica não justifica os possíveis lucros que o festival possa gerar.
Não acho que seja tão difícil criar outro nome que também dê lucro, até porque, o nome do evento é a última preocupação do público que lota os estádios para ver um show. As bandas, o setlist, quem vai abrir , quem vai fechar, os nomes confirmados, isso sim é o que passa pela cabeça e não importa se o evento é o “Chimera Music Festival” ou o “OzzFest”.
O “Monsters of Rock” mudou para “Philips Monsters of Rock”, mas manteve o Rock, enquanto o “Rock in Rio” manteve o nome firme e forte, mas não tem mais nem rock e nem Rio. Enquanto na primeira edição tivemos nomes do porte de Queen, AC/DC e Ozzy, nas edições seguintes, a “democratização do evento” nos trouxe Sandy, Britney, Shakira, Alejandro Sanz e Carlinhos Brown, entre outros “Monstros Sagrados do Rock”.
Esse ano, temos confirmadas duas edições do “Rock in Rio”, uma em Lisboa (Rock, ora pois) e outra em Madrid (Rock en el Rio).
E como se isso não fosse suficiente, de uns tempos pra cá, a onda do “politicamente correto” e a moda da “consciência social” ainda tentam embutir a idéia de que o festival “inspira a conscientização” para a construção de um mundo melhor.
Putz, faz tempo que tão tentando fazer essa construção e até agora, nem colocaram os andaimes. O mundo deve continuar na mesma por muito tempo…
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