O Carnaval
Putz, achei que fosse escapar de escrever sobre o tão festejado feriado, assunto de tudo quanto é jornal, revista, canal de tv, blog, o diabo A4 (até porque, para A3 seria preciso um monitor maior), mas não deu.
Descontando a folga, a primeira coisa que descobri foi que o carnaval não é um feriado nacional, e que a maioria das empresas dá essa folga por costume ou por não saber disso. Isso eu espero que não mude.
Quanto ao resto, nem dá pra se esperar que mude algo. O povo “do carnaval” já deve estar se preparando para o próximo, nem bem esse acabou. E não acho que seja exagero. Exagero pra mim é achar “lindo demais” aquela multidão de gente batucando, suando e se acabando de tanto pular como se o chão tivesse pegando fogo.
Juro que tentei, mas não foi dessa vez que consegui assistir um desfile por mais de 15 minutos. Mesmo com a camada protetora da tela da tv entre a avenida e eu, aquilo ainda parecia grande demais. Acho os carros alegóricos exagerados, as fantasias exageradas, as caretas que as pessoas “felizes” fazem, mais do que exageradas. É excesso demais para que eu consiga achar bonito.
Talvez o antigo carnaval de rua, ou os blocos mais humildes das pequenas cidades ainda guardem um pouco da magia original e de uma alegria mais descompromissada com a Rede Globo.
Você para, liga a TV e vê aquele monte de mulher quase pelada, aqueles caras pagando mico vestidos como uma mistura de go-go boy e drag queen, a globeleza, aí você pensa: “-Tem gente de todo o canto do mundo vendo isso na tv… Como é que a gente pode esperar que alguém leve nosso país a sério e nos veja como algo diferente da combinação sexo, samba e sossego?”
Podem me achar chato, mas pra mim, mais mico que carnaval do RJ e de SP, só o Cirque de Soleil…
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